Acompanhando a Euro 2008 e os jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa e em amistosos, é deprimente e irritante ver o futebolzinho que o time do Brasil está jogando. Jesuis, cadê a seleção brasileira com letra maiúscula?
Assisto à Euro e vejo uma Holanda empolgante, uma Alemanha e Portugal fazendo uma bela partida de quartas-de-final. Seleções que têm esquema de jogo definido, que atacam e defendem com a mesma disposição, que fazem um jogo literalmente coletivo, solidário e que dão orgulho a seus torcedores. Os caras dão tudo de si, suam a camisa, têm garra e fome de bola durante os 90 minutos, são guerreiros e não se entregam.
Agora, olhando a seleção brasileira, que decepção. Tirando Lúcio, Juan e Kaká, já deixei de torcer por esse time e seus jogadores há muito tempo, desde a Copa de 2006. Sim, acho que muitos deles não fazem questão de defender a seleção; sim, acho que muitos deles não têm amor à camisa.
Essa coisa de os jogadores ficarem bravos, chateados porque a torcida vaiou o time no jogo contra a Argentina chega a ser ridículo. Queriam o que diante do que fizeram? Aplausos? Só podem estar de gozação! O que são eles? Deuses que estão acima do bem e do mal? Entidades intocáveis que não podem ser criticadas? Peraí, todo e qualquer profissional é passível de crítica, e ela faz bem para o seu crescimento e amadurecimento. Mas não, eles são um bando de garotos mimados.
Não agüento aquela história de que o jogador precisa de carinho – todo mundo precisa, de cuidado…aaah, vão se catar – são um monte de barbados, que ganha milhões, precisam mesmo é tomar vergonha na cara.
Torci para a Argentina na quarta-feira, mas os hermanos não colaboram, é incrível como tremem diante dos brasileiros.
Depois daquela campanha ridícula em 2006 – quando só Kaká (no início da competição), Lúcio, Juan e Zé Roberto se salvaram -, passei simplesmente a não conseguir torcer pela seleção. Na Copa, o Brasil é eliminado e os caras vão pra balada? Não vi ninguém derramar uma lágrima, uns foram cumprimentar os franceses como se a partida fosse um amistoso. Quando a Inglaterra foi eliminada, na mesma Copa, seus jogadores caíram em prantos no gramado, o mesmo aconteceu com a Alemanha quando não foi para a final – e dizem que ingleses e alemães são frios.
Em duas Copas deixei de torcer para a seleção brasileira: em 98 – com Zagallo – e em 2006. O motivo? O futebol medíocre do time. Com essa seleção de Dunga está sendo a mesma coisa. Aliás, Dunga deveria ser mais humilde, tratar melhor a imprensa – pois ele fala com os jornalistas com uma arrogância pouco vista por mim, fora a ironia ao responder às perguntas –, assumir quando o time não joga bem e admitir seus erros. Mas acho que isso é pedir demais…
Enquanto isso, os europeus estão dando show e a gente vexame. Força Holanda, força Alemanha – Itália não – não perdôo a vitória sobre o Brasil na Copa de 82 – aquilo sim era uma seleção de verdade, com um técnico de verdade – mestre Telê, a quem tive sorte de ver ser bicampeão mundial com o meu querido São Paulo. Ok, não ganhamos aquela Copa, mas e daí? Tinha orgulho daquele time!!! Do atual, tenho vergonha!!!