Mulheres Q Bebem











{Junho 21, 2008}   Eliminatórias x Eurocopa

Acompanhando a Euro 2008 e os jogos da seleção brasileira nas Eliminatórias da Copa e em amistosos, é deprimente e irritante ver o futebolzinho que o time do Brasil está jogando. Jesuis, cadê a seleção brasileira com letra maiúscula?

 

Assisto à Euro e vejo uma Holanda empolgante, uma Alemanha e Portugal fazendo uma bela partida de quartas-de-final. Seleções que têm esquema de jogo definido, que atacam e defendem com a mesma disposição, que fazem um jogo literalmente coletivo, solidário e que dão orgulho a seus torcedores. Os caras dão tudo de si, suam a camisa, têm garra e fome de bola durante os 90 minutos, são guerreiros e não se entregam.

 

Agora, olhando a seleção brasileira, que decepção. Tirando Lúcio, Juan e Kaká, já deixei de torcer por esse time e seus jogadores há muito tempo, desde a Copa de 2006. Sim, acho que muitos deles não fazem questão de defender a seleção; sim, acho que muitos deles não têm amor à camisa.

 

Essa coisa de os jogadores ficarem bravos, chateados porque a torcida vaiou o time no jogo contra a Argentina chega a ser ridículo. Queriam o que diante do que fizeram? Aplausos? Só podem estar de gozação! O que são eles? Deuses que estão acima do bem e do mal? Entidades intocáveis que não podem ser criticadas? Peraí, todo e qualquer profissional é passível de crítica, e ela faz bem para o seu crescimento e amadurecimento. Mas não, eles são um bando de garotos mimados.

 

Não agüento aquela história de que o jogador precisa de carinho – todo mundo precisa, de cuidado…aaah, vão se catar – são um monte de barbados, que ganha milhões, precisam mesmo é tomar vergonha na cara.

 

Torci para a Argentina na quarta-feira, mas os hermanos não colaboram, é incrível como tremem diante dos brasileiros.

 

Depois daquela campanha ridícula em 2006 – quando só Kaká (no início da competição), Lúcio, Juan e Zé Roberto se salvaram -, passei simplesmente a não conseguir torcer pela seleção. Na Copa, o Brasil é eliminado e os caras vão pra balada? Não vi ninguém derramar uma lágrima, uns foram cumprimentar os franceses como se a partida fosse um amistoso. Quando a Inglaterra foi eliminada, na mesma Copa, seus jogadores caíram em prantos no gramado, o mesmo aconteceu com a Alemanha quando não foi para a final – e dizem que ingleses e alemães são frios.

 

Em duas Copas deixei de torcer para a seleção brasileira: em 98 – com Zagallo – e em 2006. O motivo? O futebol medíocre do time. Com essa seleção de Dunga está sendo a mesma coisa. Aliás, Dunga deveria ser mais humilde, tratar melhor a imprensa – pois ele fala com os jornalistas com uma arrogância pouco vista por mim, fora a ironia ao responder às perguntas –, assumir quando o time não joga bem e admitir seus erros. Mas acho que isso é pedir demais…

 

Enquanto isso, os europeus estão dando show e a gente vexame. Força Holanda, força Alemanha – Itália não – não perdôo a vitória sobre o Brasil na Copa de 82 – aquilo sim era uma seleção de verdade, com um técnico de verdade – mestre Telê, a quem tive sorte de ver ser bicampeão mundial com o meu querido São Paulo. Ok, não ganhamos aquela Copa, mas e daí? Tinha orgulho daquele time!!! Do atual, tenho vergonha!!!



{Fevereiro 13, 2008}   O adeus de Guga – Parte 1

Ouvi com um nó na garganta a despedida de Gustavo Kuerten, após perder em sua estréia no Aberto do Brasil, na Costa do Sauípe. Totalmente emocionado, Guga pediu desculpa e se explicou para os torcedores: “Não é que eu quero mais jogar. Eu não consigo mais jogar”. Com coisa que ele precisava dar alguma explicação. Guga foi e é grande, seu nome está gravado na história do tênis mundial e me irrita profundamente quando vem alguém dizer que ele não era isso tudo, que teve sorte, que jogava contra ninguém. Ser tricampeão de um Grand Slam como Roland Garros não é questão de sorte, é competência. Gênios do esporte como Pete Sampras e Ivan Ledl nunca venceram conquistaram o título em solo francês, Federer, com toda sua categoria e talento, também não. Guga já venceu Andre Agassi e foi campeão da Masters Cup, sem contar títulos de Masters Series. Então, não me venham dizer que esse garoto teve sorte. Sorte tive eu quando vi, na extinta TV Manchete, aquele moleque magrelo, com aquele uniforme nada elegante, conquistar Paris. 

Guga é uma lição de amor ao tênis, apesar da dor, tentou como um louco continuar jogando, coisa que não precisava. Pena que ele dá adeus – este é seu ano de despedida – sem ver suas conquistas fazerem mais pelo esporte que ele tanto ama. A Federação Brasileira Tênis não soube aproveitar o fenômeno Guga para alavancar o esporte no Brasil, mas isso é tema pra outro post.

gugao.jpg 

Apesar de já me ter feito trabalhar muito, esperando em plena madrugada de sábado pra domingo numa redação de jornal pela definição de um jogo seu, sempre fui fã de Guga e vai ficar muita saudade nos saibros por aí.



{Fevereiro 13, 2008}   Ai, como eu sofro

Não sei você, mas tem certos esportes que me fazem sofrer taaanto! Assisto sempre com aquela tensão, não consigo relaxar e aproveitar, quando percebo estou toda tensa, maxilar travado e quase sem respirar, apenas aguardando o próximo movimento. Todo esporte pode ser decidido num detalhe, mas, vamos combinar, alguns mais do que outros. Experimenta assistir uma apresentação de patinação no gelo, ginástica artística – gosto muito mais de dizer olímpica –, hipismo ou judô. Basta um detalhe, uma coisinha errada e todo o trabalho bem feito vai por água abaixo. Por exemplo, patinação e ginástica: a apresentação está linda, os saltos perfeitos e lá se vai toda pontuação numa aterrissagem errada. Hipismo: percurso limpo, cavalo e cavaleiro em sintonia perfeita, só falta o último salto para zerar o percurso e aí…um leve toque do casco do cavalo e lá vai aquela vareta pro chão, levando o título com ela. Judô: a luta está quase ganha, só faltam 2 segundos para o final, mas o adversário consegue um ippon e, novamente, o detalhe surpreende. Esses são esportes que – usando a máxima – só acabam quando terminam…e, enquanto não terminam, eu vou sofrendo. Ai, como eu sofro!!!



{Fevereiro 1, 2008}   Time x seleção

Sempre defendi uma tese: Se você quiser saber se alguém gosta realmente de futebol, basta fazer a seguinte pergunta – “Se jogar a seleção brasileira e o seu time, pra quem você torce?” Se responder seleção, pode saber que essa pessoa não leva o futebol a sério. Pelo amor de Deus, desde quando um verdadeiro torcedor torce contra seu próprio time????   sao-paulo.jpg

(Gi)



etc.