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{Fevereiro 13, 2008}   O adeus de Guga – Parte 1

Ouvi com um nó na garganta a despedida de Gustavo Kuerten, após perder em sua estréia no Aberto do Brasil, na Costa do Sauípe. Totalmente emocionado, Guga pediu desculpa e se explicou para os torcedores: “Não é que eu quero mais jogar. Eu não consigo mais jogar”. Com coisa que ele precisava dar alguma explicação. Guga foi e é grande, seu nome está gravado na história do tênis mundial e me irrita profundamente quando vem alguém dizer que ele não era isso tudo, que teve sorte, que jogava contra ninguém. Ser tricampeão de um Grand Slam como Roland Garros não é questão de sorte, é competência. Gênios do esporte como Pete Sampras e Ivan Ledl nunca venceram conquistaram o título em solo francês, Federer, com toda sua categoria e talento, também não. Guga já venceu Andre Agassi e foi campeão da Masters Cup, sem contar títulos de Masters Series. Então, não me venham dizer que esse garoto teve sorte. Sorte tive eu quando vi, na extinta TV Manchete, aquele moleque magrelo, com aquele uniforme nada elegante, conquistar Paris. 

Guga é uma lição de amor ao tênis, apesar da dor, tentou como um louco continuar jogando, coisa que não precisava. Pena que ele dá adeus – este é seu ano de despedida – sem ver suas conquistas fazerem mais pelo esporte que ele tanto ama. A Federação Brasileira Tênis não soube aproveitar o fenômeno Guga para alavancar o esporte no Brasil, mas isso é tema pra outro post.

gugao.jpg 

Apesar de já me ter feito trabalhar muito, esperando em plena madrugada de sábado pra domingo numa redação de jornal pela definição de um jogo seu, sempre fui fã de Guga e vai ficar muita saudade nos saibros por aí.



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