Mulheres Q Bebem











{Fevereiro 26, 2008}   Santa paciência, Batman

Minha vida atualmente está dividida em duas categorias: pessoas e coisas para as quais eu tenho paciência; pessoas e coisas para as quais eu não tenho paciência. Pode parecer estranho, mas é simples…simples como a vida, que a gente teima em complicar. Vamos começar pela lista da falta de paciência: 

  1. Mulher burra: tudo bem, toda mulher já passou por uma fase de ausência completa de inteligência, parece que o QI tirou férias e com passagem só de ida. Mas tem uma mulherada que é dose, viu!!! A criatura insiste num relacionamento que já era e, muitas vezes, sem nunca ter sido. No início até fico com dó, tento entender, mas chega num ponto que aquele ser desprovido de amor próprio só falta comprar um kit auto-flagelo: chicotinho, milho e silício. E quer saber??? Sou capaz até de arrumar o dinheiro…haja paciência.
  2. Marketing pessoal: posso até estar generalizando, mas pelo o que vejo por aí, já reparou que aquelas pessoas excelentes de marketing pessoal, que sabem se “vender” como ninguém, ainda mais no atual mundo corporativo que valoriza tanto essa característica, são exatamente aquelas que mais enrolam? Botar a mão na massa que é bom, nada, mas a lábia é sensacional. Confesso, não sei fazer marketing pessoal – azar o meu –, sei trabalhar, …e muito. Mas tenho a impressão que o parecer está sendo mais valorizado do que o ser. E eu sou, sou muito eu…
  3. Pessoas problemáticas sem problema: isso me irrita profundamente e não tenho um pingo de paciência pra pessoas assim. Vai dizer que nunca conheceu alguém que a vida corria numa boa, tudo certo, sem problema de grana, trabalho legal e, virava e mexia, tal criatura arrumava um problema pra poder chorar as pitangas. Em vez de aproveitar o lado bom da vida, nãããão, vamos arrumar um motivo pra reclamar, afinal de contas, como eu sou infeliz sem ter um probleminha real sequer. Aaaah, vai ralar pra botar comida na mesa, vai engolir sapo pra pagar as contas. De tanto querer problemas, essas pessoas podem acabar encontrando um sério…é a máxima do Tio Silvio, quem procura, acha.

A lista da paciência??? Ah, depois escrevo, nem terminei a de cima…estou sem paciência. 
(Gi)



  1. Foco na cagada!!!  (dele, claro)
  2. Denegrir para esquecer!!!

Isso é só o começo…rs.
(Gi) 

Obs.: Essas frases geniais são de minha amiga Valença.



{Fevereiro 16, 2008}   Nossa ilusão

Já repararam como nós, mulheres, em algum momento de nossa vida, achamos que podemos mudar a pessoa que “amamos”? Temos a tola pretensão de acreditar que o nosso imenso amor irá operar milagres e será capaz de fazer o ser amado perceber o quanto nos ama, o quanto errou quando nos tratava como lixo e, num passe de mágica, vai se transformar no homem de nossos sonhos. 

Mas, ei, Alice, acorda, aqui não é o país das maravilhas!!! Se o cara não te dá a mínima hoje, não vai dar amanhã; se ele não te respeita, não tem consideração hoje, também não vai ter depois. Os sinais estão todos aí, à nossa disposição. O que acontece é que muitas vezes fazemos questão de não enxergá-los. Às vezes estamos tão carentes e inseguras, com a auto-estima lá no pé, que aceitamos qualquer migalha de um relacionamento doente, que sabemos que nos faz mal, mas não temos força para sair dele. Na verdade, isso não é um relacionamento entre duas pessoas que se amam, esse tipo de relação é como um vício, difícil de largar. Mas, quando conseguimos, a vida flui que é uma beleza. 

Acredito que as pessoas só nos façam aquilo que permitimos, portanto, cabe a cada um impor seus limites. Ninguém deve se contentar com um relacionamento meia-boca, sou partidária do “antes só do que mal acompanhada”. E digo isso não porque esteja só, estou muito bem-acompanhada, obrigada, mas porque já passei por isso e ando vendo muita gente se contentando com muuuito pouco. Mulheres, valorizem-se!!!
(Gi)



{Fevereiro 13, 2008}   O adeus de Guga – Parte 1

Ouvi com um nó na garganta a despedida de Gustavo Kuerten, após perder em sua estréia no Aberto do Brasil, na Costa do Sauípe. Totalmente emocionado, Guga pediu desculpa e se explicou para os torcedores: “Não é que eu quero mais jogar. Eu não consigo mais jogar”. Com coisa que ele precisava dar alguma explicação. Guga foi e é grande, seu nome está gravado na história do tênis mundial e me irrita profundamente quando vem alguém dizer que ele não era isso tudo, que teve sorte, que jogava contra ninguém. Ser tricampeão de um Grand Slam como Roland Garros não é questão de sorte, é competência. Gênios do esporte como Pete Sampras e Ivan Ledl nunca venceram conquistaram o título em solo francês, Federer, com toda sua categoria e talento, também não. Guga já venceu Andre Agassi e foi campeão da Masters Cup, sem contar títulos de Masters Series. Então, não me venham dizer que esse garoto teve sorte. Sorte tive eu quando vi, na extinta TV Manchete, aquele moleque magrelo, com aquele uniforme nada elegante, conquistar Paris. 

Guga é uma lição de amor ao tênis, apesar da dor, tentou como um louco continuar jogando, coisa que não precisava. Pena que ele dá adeus – este é seu ano de despedida – sem ver suas conquistas fazerem mais pelo esporte que ele tanto ama. A Federação Brasileira Tênis não soube aproveitar o fenômeno Guga para alavancar o esporte no Brasil, mas isso é tema pra outro post.

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Apesar de já me ter feito trabalhar muito, esperando em plena madrugada de sábado pra domingo numa redação de jornal pela definição de um jogo seu, sempre fui fã de Guga e vai ficar muita saudade nos saibros por aí.



{Fevereiro 13, 2008}   Ai, como eu sofro

Não sei você, mas tem certos esportes que me fazem sofrer taaanto! Assisto sempre com aquela tensão, não consigo relaxar e aproveitar, quando percebo estou toda tensa, maxilar travado e quase sem respirar, apenas aguardando o próximo movimento. Todo esporte pode ser decidido num detalhe, mas, vamos combinar, alguns mais do que outros. Experimenta assistir uma apresentação de patinação no gelo, ginástica artística – gosto muito mais de dizer olímpica –, hipismo ou judô. Basta um detalhe, uma coisinha errada e todo o trabalho bem feito vai por água abaixo. Por exemplo, patinação e ginástica: a apresentação está linda, os saltos perfeitos e lá se vai toda pontuação numa aterrissagem errada. Hipismo: percurso limpo, cavalo e cavaleiro em sintonia perfeita, só falta o último salto para zerar o percurso e aí…um leve toque do casco do cavalo e lá vai aquela vareta pro chão, levando o título com ela. Judô: a luta está quase ganha, só faltam 2 segundos para o final, mas o adversário consegue um ippon e, novamente, o detalhe surpreende. Esses são esportes que – usando a máxima – só acabam quando terminam…e, enquanto não terminam, eu vou sofrendo. Ai, como eu sofro!!!



{Fevereiro 11, 2008}   Lá vem o Oscar

A cerimônia do Oscar está chegando, acontece no dia 24/02. Todo ano eu juro que não vou mais assistir, afinal, quase morro de raiva quando os meus preferidos não são escolhidos, mas reconheço que adoro programas de premiação, em especial o Oscar. Sem falar naquela tradução simultânea, que é uma preciosidade…comédia pura. Prefiro sem tradução nenhuma, assim, se eu não entender alguma piada, a culpa é minha e não por causa daquele ser que fica falando por cima dos apresentadores naquele tom que dá sono em qualquer um.

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Bom, este ano estou torcendo por “Desejo e Reparação”. Filme belíssimo, de uma força e delicadeza impressionantes, mas de uma tristeza sem tamanho. Ao assistir “DR” percebemos como nossa felicidade é frágil, como podemos tomar rumos que não planejamos. Basta um mal-entendido para arruinar uma história de amor, uma vida repleta de sonhos e anseios. Dirigido por Joe Wright, que usa os flashbacks com maestria e de uma forma diferente, “DR” é baseado no livro de Ian McEwan. No papel do filho da criada que é acusado de um crime que não cometeu, James McAvoy – de “O Último Rei da Escócia” e “Wimbledon” – dá um show de interpretação. Ainda não sei por que ele não foi indicado ao Oscar de Melhor Ator?!?!?!?! Ele e Keira Knightley, também com excelente atuação, formam um casal lindo, atormentado e separado pela mentira criada pela irmã dela. A gente torce feito louco para que os dois sejam felizes juntos e, de certa forma, isso acaba acontecendo. 

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Quem ainda não assistiu, vale uma corrida até o cinema.
(Gi)



{Fevereiro 11, 2008}   Eu e os motoboys

Sempre procurei entender a loucura que é a rotina de um motoboy numa cidade como São Paulo. A doidera do trânsito tira qualquer um do sério. No entanto, a compreensão vai pro buraco quando a violência impera e você se torna uma de suas vítimas. 

Há poucos dias estava indo para o trabalho na pista da esquerda da Radial Leste, quando, de repente, aparece um senhor numa bicicleta velha circulando, jus-ta-men-te, no cantinho da pista da esquerda. Para não atropelar o senhor, tirei o carro um pouco para a direita, sim, cometi o grande erro de me preocupar em não atropelar aquela pessoa, e acabei dando um chega-pra-lá num motoboy, que vinha com sua namorada na garupa. Claro que ele me xingou, com razão, mas não tive intenção alguma em atingi-lo, apenas quis me desviar do “bicicleteiro”. Em meio à discussão – com carro e moto em movimento, um perigo –, tentei explicar para aquela criatura por que eu havia “jogado” o carro em cima dele. Claro, nenhum tipo de argumentação funciona nessa hora. Seguindo a boa tradição desses profissionais, o rapaz tentou acertar o retrovisor direito do meu carro com o pé. Não conseguiu e gritou um pouco mais. 

Dissimuladamente, ele e sua namorada me deixaram passar e, ingenuamente, eu os ultrapassei. Vi pelo retrovisor o rapaz sem capacete, mas em nenhum momento consegui imaginar que em poucos minutos eu entraria para a estatística dos retrovisores destroçados por motoboys. Não satisfeito, o rapaz pegou seu capacete, como se fosse uma bola de boliche, e abalroou meu retrovisor. Levei um susto, mas consegui manter a calma e evitar o pior. O coitado do meu retrovisor ficou irreconhecível, balançando na lateral do carro até eu chegar ao trabalho, percurso que fiz xingando o motoboy, sua namorada de capacete rosa – ai que raiva! – e todas as suas próximas gerações. 

Para encurtar a história, mais do que sentir raiva, fiquei chocada e chateada, nunca havia sido vítima direta de uma violência assim. Violência gratuita, por um motivo tolo. Fiquei imaginando, se ele tivesse uma arma, teria atirado em mim?!?!?!?! Durante uma semana fiquei arrasada, ainda mais porque acontecimentos assim acabam despertando o pior da gente. Adeus compreensão, você quer mesmo é que todos eles se danem.  No final das contas, nós, motoristas, nos tornamos reféns dos motoboys. Mudar de faixa??? Nem pensar, se você der seta, a criatura vem lá de longe buzinando; você tem que jogar seu carro no buraco para abrir passagem para eles. Mas seja motoboy ou motorista, o trânsito é um reflexo da nossa realidade, pessoas embrutecidas pela rotina, sem educação, que jogam latas dos carros e ônibus, que usam faróis de luz azul, que não dão passagem e que querem levar vantagem sempre, sem pensar no outro ser humano que divide com ele o mesmo espaço público, público, eu disse. 

A única coisa que sei é que estou menos tolerante com motoboys, e sempre achei a intolerância o grande mal da humanidade. Ou seja, saí perdendo nessa história, morri com o “preju” do retrovisor novo e desenvolvi uma característica que detesto. É o preço que pagamos…
(Gi)



{Fevereiro 1, 2008}   Time x seleção

Sempre defendi uma tese: Se você quiser saber se alguém gosta realmente de futebol, basta fazer a seguinte pergunta – “Se jogar a seleção brasileira e o seu time, pra quem você torce?” Se responder seleção, pode saber que essa pessoa não leva o futebol a sério. Pelo amor de Deus, desde quando um verdadeiro torcedor torce contra seu próprio time????   sao-paulo.jpg

(Gi)



etc.